Correios iniciam entrega em dias alternados em todo país

Novo modelo de distribuição começa a ser implantado no país


RIO - Os Correios iniciaram a implantação de um novo sistema de entrega de correspondências, a chamada Distribuição Diária Alternada (DDA) em todo país. Na prática, os carteiros não passarão mais todos os dias nas localidades e seguirão um calendário com algumas visitas por semana. O cronograma de implementação da mudança, que começou este mês, irá até maio de 2019, e atingirá, inicialmente, 743 cidades. No Rio de Janeiro, a entrega em dias alternados começará na segunda quinzena de abril.

Um calendário será distribuído a cada localidade para proporcionar previsibilidade sobre as entregas. A medida afeta principalmente bancos e prestadores de serviços, que encaminham boletos faturas com frequência.

Modelo foi testado no sul

A estatal diz que testou o modelo em cidades do Rio Grande do Sul e do Paraná. Mas entidades sindicais alegam que a medida precariza o trabalho dos carteiros com o aumento da sua área de cobertura.

“As pessoas já estão reclamando muito de demora na distribuição, mas não é por culpa do funcionário. Esse modelo alternado vai prejudicar ainda mais o nosso trabalho, e em alguns locais a entrega ficará inviável”, diz o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect), José Aparecido Gandara.

Entidades de defesa do consumidor temem aumento das reclamações por atrasos nas entregas. Maria Elizabeth Pereira, diretora executiva do Procon do Rio Grande do Sul, estado que recebeu o embrião do projeto, diz que somente neste ano, dez procedimentos administrativos foram abertos a partir de reclamações contra os Correios por atrasos na entrega de correspondências no estado. Nos dois primeiros meses do ano, as queixas aumentaram quase 80%.

“O que estamos orientando aqui é que o consumidor não espere a chegada do boleto para pagar as contas. Ele deve se antecipar ao vencimento.

Os Correios informaram que o modelo já foi adotado por outros países devido à vertiginosa queda de correspondências.

Via: Jornal de Hoje

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