Colecionador de Chaves, jovem de Belford Roxo, busca editora para lançar livro de seriado mexicano na Bienal

Humberto Del Ocho reúne 900 itens na sua coleção / Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

BELFORD ROXO - É no quarto de nove metros quadrados — bem mais espaçoso do que o barril do Chaves — que o estudante Humberto Kelvin da Silva, de 22 anos, reúne sua coleção sobre um dos seriados mais famosos do mundo. São cerca de 900 itens, como miniaturas dos personagens, acessórios, LPs, livros, DVDs e até uma maquete de 2,10 metros da vila. A um mês da Bienal do Livro, Humberto, que adotou o nome artístico Humberto Del Ocho há sete anos, está em busca de uma editora para lançar seu livro “Uma vila mais que especial’’. Nas 270 páginas da obra, ele fala sobre o amor pelo seriado, o início da coleção e curiosidades da vida dos atores.

Um dos maiores colecionadores de itens do CHAVES e da TURMA DA MÔNICA é belforroxense. Conheça Humberto Kelvin


— Vou à Bienal fazer cosplayer do Chaves, mas gostaria de lançar meu livro lá. Está praticamente pronto — revela o estudante, morador de Areia Branca, em Belford Roxo,na Baixada Fluminense.

O amor pelo seriado começou aos 4 anos, depois que ouviu sua mãe falar o bordão do personagem Jaiminho, o carteiro. Desde então, não parou mais de assistir. Viu todos os episódios que foram exibidos no Brasil e quase todos os originais, inclusive em espanhol. Diariamente, assiste a pelo menos um.


A coleção reúne centenas de miniaturas dos personagens do seriado Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Parte da maquete da vilaque Humbertoconstruiu e mede mais de dois metros 
Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

— Minha mãe falou que queria evitar a fadiga. Achei engraçado e ela disse que a frase era do Jaiminho. Foi, então, que comecei a assistir. Em 2010, iniciei a coleção — lembra Humberto.

O colecionador aprendeu espanhol assistindo aos episódios originais e lendo os livros escritos por Roberto Bolaños, diretor, roteirista e ator que deu vida a Chaves e a Chapolin — seriado que também está na coleção de Humberto. Até na profissão Humberto se inspira em um dos personagens do seriado. Quer ser professor, como Girafales, mas de espanhol. Humberto também troca mensagens com alguns atores e parentes dos intérpretes que já faleceram. Ele sabe, inclusive, a data da morte de cada integrante do elenco. A maquete que tem em seu quarto é idêntica à vila original. Feita com madeira, gesso e miniaturas, levou dois anos para ficar pronta e custou R$ 500.

— É a maior vila do Chaves em maquete do mundo — garante o colecionador.

Humberto tirou passaporte porque sonha conhecer Acapulco, no México / Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Humberto quer chegar à marca de mil itens na sua coleção, mas com dois acessórios especiais. De Bolaños, quer um objeto pessoal. De Ramón Valdés, intérprete do Seu Madruga, uma foto autografada. Para isso, tem conversado com parentes dos artistas.

Já o sonho internacional do estudante é conhecer Acapulco, a cidade mexicana para onde os personagens da vila saíram de férias. Ele quer conhecer o quarto onde Chaves ficou hospedado com Seu Barriga:

— Meu maior sonho é ir ao hotel Empório, no quarto 1027. Tirei meu passaporte ano passado só para conhecer. Só falta a oportunidade para viajar — brinca.

Por Cíntia Cruz

Via Extra

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