Família da mulher que morreu em casa aguarda mais de 20 horas para retirada de corpo em Belford Roxo


BELFORD ROXO - Na tarde de ontem (07/05) o corpo de Thayná Ferreira de Santos de 22 anos que morreu em casa, no bairro Maringá em Belford Roxo, foi removido depois de mais de 20 horas aguardando a remoção. A retirada foi feita às 14h30, após familiares arrecadarem dinheiro com vizinhos. O valor cobrado foi R$ 1,4 mil.

Segundo a família, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas alegou que não poderia entrar porque o local é área de risco. A família foi orientada a registrar ocorrência na 54ª DP (Belford Roxo).

— Ela estava muito fraca. Foi ao hospital quinta-feira retrasada, mas o médico disse que se ela ficasse internada não iria resistir. A imunidade estava muito baixa — contou a prima de Thayná, Alexandra Couto de Souza, de 38 anos.

Segundo Alexandra, a família foi procurada por um médico que cobrou R$200 para dar o atestado de óbito:

— A Samu disse que era área de risco. Mas aqui eles poderiam entrar. Até agora não veio ninguém e já está dando mosca.

Segundo a Prefeitura de Belford Roxo, a Samu não faz remoção de corpos. Nesse caso, a polícia deve acionar o Corpo de Bombeiros.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que "o tempo médio para o recolhimento de um óbito está diretamente ligado ao conhecimento do fato pela autoridade policial (delegado da área) e da necessidade de realização dos procedimentos de perícia". A corporação explicou ainda que, após efetuar o registro de ocorrência e a Guia de Recolhimento de Cadáver (GRC), a delegacia faz contato com a Coordenação do Serviço de Recolhimento de Cadáveres (CSRC) da Defesa Civil do Estado. A guarnição, então, é despachada para a DP e, já com a devida GRC em mãos, "a equipe vai ao local para realizar a remoção e o encaminhado para o IML da região". O acionamento por parte da delegacia aconteceu na manhã desta segunda-feira, às 11h25.

Via O Globo

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