Seminário sobre violência sexual contra jovens e em Belford Roxo

Elaine tornou-se educada com os filhos após receber orientação do Cras
Foto: Rafael Barreto

BELFORD ROXO - A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) de Belford Roxo promoveu, na última semana, o Seminário: A Atuação Multiprofissional no Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. Aberto ao público, o evento realizado na Uniabeu, no centro, contou com a presença da delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Daniele Amorim. Segundo ela, de acordo com pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), 43% dos casos de estupros ocorridos no município envolvem crianças e adolescentes.

Representando a secretária de Assistência Social e Cidadania Rosana Moura, o secretário-adjunto, Diogo Bastos, disse que a Semasc  tem trabalhado no fortalecimento de ações intersetoriais internas e externas do governo para melhor servir à população. “Assistência social não é coisa para pobre: é para quem precisar”, disparou ele durante explanação sobre o seminário, que contou também com as presenças da Psicóloga, Josiane Peçanha, representando o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e de Siaga Menezes, representante do Conselho Tutelar.

O seminário discutiu temas como: a Contextualização da atuação do município, a importância emergência; o abuso e a exploração sexual: importantes pautas para a política pública, entre outros. Abordando casos registrados na Deam, Daniele Amorim informou ao público presente que grande parte dos casos acontece em casa, em família. “É importante que os pais prestem mais atenção em seus filhos, nos seus comportamentos e atitudes, pois tanto a criança como o adolescente dão sinais de algo não está bem”, alertou a delegada.

Emoção

Durante os debates, o depoimento de uma mãe surpreendeu e causou emoção entre os presentes. Elaine de Assis Brandão, 35, pegou o microfone para relatar sua experiência. “Eu tenho quatro filhos. Hoje eles estão com 18, 15, 11 e nove. Eu os espancava. Batia tanto, que vivia no Conselho Tutelar. Fazia isso porque fui criada assim, apanhando e no meio de muita violência. Achava que isso era o certo. Mas foi através do Cras (Centro de Referência da Assistência Social) do Lote XV, que mudei meu pensamento. Foi a equipe do Cras que me orientou e me deu estrutura. De lá fui encaminhada para o Creas ( Centro de Referência Especializado de Assistência Social )onde fiz vários cursos que me proporcionaram a trabalhar como carpinteira, ladrilheira, pintora. Hoje sou uma nova mulher e devo a eles”, revelou, sendo aplaudida de pé pelos participantes do evento.

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