Agora é oficial: Romário é candidato a governador do Rio

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POLÍTICA - A candidatura do senador Romário ao governo do estado do Rio de Janeiro, foi oficializada pelo Podemos neste sábado (4). A chapa encabeçada pelo ex-jogador de futebol e parlamentar desde 2010 aposta em uma dobradinha com o Partido Republicano - PR, que indicou o vice na chapa: o deputado federal e ex-policial militar Marcelo Delaroli. A aliança conta ainda com o apoio do diretório estadual da Rede.

"A gente já tinha começado uma conversa há cerca de dois meses. Eu estava realmente querendo que o vice fosse o Marcelo. Pelo seu histórico e pela sua experiência na política. Nós sabemos hoje que um assunto que está na pauta do Rio de Janeiro e do país é a violência. Ter um vice como o Marcelo Delaroli tem uma importância e um significado muito grande", disse Romário na convenção.

"Será um vice atuante na área de segurança. Se a gente chegar à conclusão e ele mesmo entender de que isso seria bom para o estado e para a gente, por que não? Mas hoje não. Hoje ele é o vice-governador."

As costuras políticas são fundamentais para Romário porque ampliam o seu tempo de propaganda na TV e no rádio. Seu principal oponente, de acordo com os cenários apresentados na pré-campanha, será o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM). Paes formou na última semana uma ampla coligação, que reúne ao menos nove partidos. Com isso, ele ficará com a maior fatia do horário eleitoral.

O duelo com o ex-prefeito só começará para valer no dia 16 de agosto, início da campanha, mas Romário já conseguiu o primeiro triunfo no duelo com o adversário do DEM. Na sexta-feira (3), ele selou a aliança com o cortejado PR e arrematou Delaroli como vice.

O deputado federal também havia sido cogitado para vice na chapa de Paes, mas uma carta em que ele atacou o candidato democrata acabou esfriando a negociação.

O texto foi motivado pela polêmica relacionada a uma declaração de Paes sobre Maricá, cidade da região metropolitana fluminense, em conversa telefônica entre o ex-prefeito e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gravada com autorização judicial em 2016. Delaroli tem sua base eleitoral justamente no município, onde votam 107 mil pessoas --pequena fração dos 12,9 milhões do estado.

No diálogo, o ex-prefeito, então no MDB, chamou o município de "lugar de merda". O presidente estadual do PR no Rio, deputado federal Altineu Côrtes, confirmou que o episódio de Maricá pesou na decisão pelo apoio a Romário. "O deputado Delaroli é da cidade de Maricá. Ouvindo as pessoas de Maricá, o apelo das bases do interior, tudo caminha em favor [de uma suposta vitória] do Romário", afirmou Côrtes ao UOL, na sexta.

Pouco depois de fechar o acordo com Delaroli, Romário publicou uma foto em suas redes socais com uma camisa que exalta a cidade. Tudo indica que esse deve ser um mote da campanha do concorrente do Podemos para tentar tirar votos de Paes.

O candidato do Podemos conta ainda com o apoio da Rede resultante de uma costura regional. As siglas se coligaram apenas o RJ, mas defenderão candidaturas presidenciais distintas. O Podemos apresenta Alvaro Dias, e a Rede, a ex-senadora Marina Silva.

Dessa forma, ambos decidiram que Marina não usará o palanque de Romário no Rio, mas pedirá votos para o candidato ao Senado pela Rede, Miro Teixeira. "Isso foi muito bem falado e resolvido entre a gente, quem vai fazer o palanque para a Marina aqui vai ser o Miro e eu vou fazer palanque para o meu candidato, que é o Alvaro Dias", explicou o senador, na semana passada.

Na convenção, Romário falou sobre os apoios no passado. "Eu apoiei o Eduardo Paes, apoiei o Crivella, apoiei o Pezão... e quero aproveitar a oportunidade para agradecer a esses caras por me darem essa oportunidade de eu ter apoiado e eles não terem feito nada daquilo que eu imaginava que eles fariam. Eles hoje são inspiração para que eu seja hoje candidato ao governo do Rio. Por eles não terem feito nada daquilo que se comprometeram comigo, eu cheguei à conclusão de que eu vou fazer."

Polêmica sobre bens

Durante a campanha, Romário deverá ser confrontado com questões mais sensíveis, como uma reportagem do jornal "O Globo", publicada em junho, que reproduz um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda, com indícios de lavagem de dinheiro em operações bancárias envolvendo o senador.

O documento indica, segundo a reportagem, que o candidato ao governo fluminense tem uma conta em nome da irmã, Zoraidi de Souza Faria, com o "intuito de ocultar" movimentações financeiras feitas por ele. Entre os bens ocultados, haveria ao menos dois apartamentos e um carro de luxo.

"Eu até hoje tenho só recebido ataques e críticas. E a presença maciça de vocês aqui hoje [imprensa] fez com que eu definitivamente falasse a verdade do que eu acho em relação aos adversários e a verdade da situação minha que anda saindo aí na imprensa. Nada nem ninguém vai tirar o meu foco", disse o candidato na convenção.

Via UOL

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