Bloco leva alegria e conscientização sobre saúde mental, em Belford Roxo


BELFORD ROXO - O Bloco “Faxina nas Ideias” saiu pela primeira vez neste carnaval. Usuários, profissionais e familiares do Centro de atenção Psicossocial (Caps) coloriram a praça Getulio Vargas no centro de Belford Roxo. “A ideia do bloco surgiu para promover inclusão, e trazer alegria sem preconceito pra nossa cidade”, contou Paulo Patrocínio, diretor de saúde mental do município.

O secretário de saúde Christian Vieira participou da festa ao lado de Paulo Patrocínio e de Rodrigo Gomes, presidente de honra da escola de samba inocentes de Belford Roxo. Com a presença da bateria da escola, o baile ficou ainda mais animado. “Quero agradecer ao Rodrigo, que abraçou a causa da saúde mental e nos presenteou com essa bateria incrível. O governo está investindo pesado na Saúde para que todos serviços funcionem perfeitamente”, disse Christian.

Sandra Regina acompanhou a irmã, Vanessa, que é usuária do CAPS adulto do bairro Areia Branca. “A ideia do bloco foi ótima, Muito bom pra eles saírem da rotina. Dá pra ver o quanto Vanessa está feliz, não é?”, contou. Vanessa roubou a cena à frente da bateria e disse que também irá desfilar no sábado na Marquês de Sapucaí.

As crianças e adolescentes também pularam o carnaval na praça. Gabriel, 14 anos, chamou atenção enquanto dançava ao som da bateria da Inocentes. A mãe, Diana da Silva, contou que ele faz terapia ocupacional em grupo no CAPS e que notou grande avanço no menino que antes não conseguia ficar em aglomerações e em lugares com música alta. “As crianças com autismo são vistas de uma forma muito preconceituosa, as pessoas olham diferente. Foi muito bom poder trazer o Gabriel para a rua. Eles precisam se abrir para o mundo, e o mundo pra eles” falou a mãe.

“Manicômio nunca mais”

A marchinha produzida por técnicos e funcionários do CAPS reafirma algumas das lutas dos servidores da saúde mental. “Nós queremos que os usuários da rede de assistência psicossocial do município saiam dos muros dos centros e das residências terapêuticas e possam mostrar para sociedade que a saúde mental pode e deve conviver em sociedade, isto que é inclusão.” completou Ângela Flores, diretora técnica do CAPS.

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